Uma validação no controle da ansiedade

Nessa semana eu escutei da minha cliente o quanto ela se sente mais equilibrada e controlada quanto a ansiedade! E que apesar dos momentos ainda continuarem "estranhos" ela já não se sente tão conturbada! E uma das formas que a tem ajudado são as atividades de desenhos! E pensar que ela sempre gostou desse lado artístico, de desenhar, mas a preocupação em não sentir a ansiedade ou se livrar dela na verdade não a deixava "se desligar" e vivenciar a situação e sentir o prazer que ela antes proporcionava, em focar a atenção dela para a construção artística, seja o desenho ou a pintura que estava construindo.

E hoje, ela consegue usufruir desse benefício e com isso se sentir menos ansiosa, tem mais clareza e controle dos seus pensamentos e das coisas ao redor dela. Milagre, não! Difícil, sim! E com esforço também! Principalmente em dar o primeiro passo e se permitir analisar e se comportar de forma diferente, visando a construção do novo.


O processo se iniciou com uma abertura a novas possibilidades com o auxílio da terapia, exercendo uma desconstrução dos medos, inseguranças e projeções futuras amedrontadoras, para reconstruir o que estava/está sendo praticado ou trabalhado nas sessões.


A ansiedade, ou seus pensamentos acelerados não vão simplesmente diminuir só porque você está falando, relatando sobre eles durante os encontros na terapia. Ajuda, alivia e traz clareza em muitos momentos. Mas a prática comportamental de novos hábitos, ou mesmo práticas internas de manejos vão construindo esse autocontrole. Não eliminando completamente a ansiedade porque isso é prejudicial, mas ensinando formas para que você se sinta mais no controle.


Sem uma prática comportamental, que venha a internalizar possíveis resultados compensadores ou satisfatório, a mudança interna pode se tornar mais difícil. Ela acontece, mas a prática do comportamento te ajuda a acelerar um pouco esse processo.


Já reparou que quando uma mudança de comportamento acontece, muitas coisas ao nosso redor parece mudar? Pode ser em uma relação, no qual você pode ter um comportamento diferente e isso influenciar a reação do outro; um caminho diferente que você toma, causando uma nova sensação; um pedido, que antes não era realizado, que pode lhe mostrar um resultado novo. Mudanças essas que podem ser pequenas ou até rotineiras mas que são tão importantes quanto os resultados "grandes" esperados. As pequenas conquistas levam a novos hábitos e mais auto controle e equilíbrio.


Você percebe essas mudanças? Presta atenção nelas? Se sim, ótimo!


Se não, procure desenvolver sua auto percepção. E construa um novo processo de percepção do todo, com você mais no controle da situação. Você pode iniciar essa prática da seguinte forma:

  • pense em um momento (considere um em que esteja envolvido) que você não entendeu direito ou compreendeu como as coisas aconteceram ou o resultado/consequência que ficou.

  • Olhe para o seu comportamento, emoções, como estava se sentindo e avalie de que forma você pode ter influenciado nessa dinâmica e na consequência gerada. Lembre-se que o deixar de fazer algo, também é um comportamento!

  • Reflita de que forma esse comportamento realizado influenciou o outro ou a situação. E se você poderia ter feito diferente de alguma forma, pensando em novos formatos, ações que serviria de opção futura para se comportar diferente.

Não estou falando de identificação de culpados ok!

Entender a relação, a interação e a influencia que um causa no outro, e vice versa, é uma forma de você entender os comportamentos envolvidos, sem tanta inferência dos seus pensamentos. Levando em conta os fatos e com isso, decidir se é necessário uma mudança ou não! Lembrando que estou me referindo a sua mudança... e não a do outro. A gente não muda o outro!


É isso que a terapia da análise do comportamento faz, analisa e entende essa relação, explora e diversifica os comportamentos procurando trazer sensações, manejos e novas estruturas de pensamentos diferentes, para te ajudar no seu autocontrole ou mesmo lidar com o mundo de forma mais tranquila ou menos dolorosa.


Praticar essa análise já quebra inicialmente o ciclo de pensamentos acelerados, promove mais autocontrole para entender e trabalhar a ansiedade dentro de você, focando sua atenção no presente e em si mesmo, naquilo em que está exercendo e não na projeção do medo, do desconhecido, o resultado ameaçador que te assusta.


Lembre-se que tudo se desenvolve através da pratica! Se precisar de ajuda nesse processo, procure esse apoio sem um peso emocional negativo! Todos estamos aprendendo diariamente.


Adriana Kalil - Psicóloga e Coach

@adrikalilpsicologa

https://zenklub.com.br/psicologos/adriana-kalil/



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